Preservação do patrimônio histórico e cultural como parte essencial da identidade urbana, integrando memória, uso e valorização da cidade.
Patrimônio
A proteção de áreas históricas é um dos eixos da atuação de Nabil como urbanista, professor e homem público.
Ampliando sua trajetória na área da habitação, Nabil também se dedica à valorização do patrimônio urbano. A preservação da memória e da identidade histórica orienta seu trabalho, a partir do entendimento de que é possível construir o futuro sem apagar o passado.
Em seus mandatos, atuou na defesa do patrimônio da cidade não apenas por meio da proposição de projetos de lei, mas também na denúncia e proteção de espaços ameaçados, em diálogo com órgãos como o CONDEPHAAT e o CONPRESP.
Essa atuação inclui também a crítica à concessão de espaços públicos, como o Vale do Anhangabaú, e de parques da cidade.
Proteção das vilas de São Paulo
As vilas históricas são marcos fundamentais da identidade urbana e da memória social. Ao longo de sua trajetória como arquiteto, urbanista, professor e vereador, Nabil atua na valorização e preservação desses territórios, que expressam formas de morar, conviver e construir a cidade.
A Vila Michele Anastasi, construída em 1920 pelo imigrante italiano que dá nome ao local, é um exemplo significativo de moradia popular da primeira metade do século XX — tema analisado em seu livro Origens da Habitação Social no Brasil. Com casas geminadas, ornamentos e platibandas, o conjunto revela aspectos importantes da formação urbana paulistana.
Outro caso emblemático é o da Vila Operária, na Zona Leste. Mesmo após o tombamento pelo Conpresp em 2023, o conjunto ainda enfrenta ameaças, como a possibilidade de revisão da proteção de seus últimos sobrados remanescentes, sob o argumento de perda de contexto histórico.
Assim como esses exemplos, outras pequenas vilas enfrentam riscos constantes diante das transformações da cidade. O processo de tombamento, por vezes interrompido, evidencia os desafios de conciliar preservação e dinâmica urbana.
Nesse cenário, a atuação de Nabil articula pesquisa, formulação teórica e ação pública. Como vereador, apresentou projeto na Câmara Municipal de São Paulo para revisar dispositivos da Lei de Zoneamento que fragilizam a preservação dessas áreas. Em janeiro de 2026, também formalizou pedido junto à Secretaria Municipal de Cultura, ao Conpresp e ao DPH, reforçando a importância de reconhecer, nas vilas, o encontro entre o cotidiano das comunidades e a história arquitetônica da cidade.
Bar Balcão: memória urbana para além das construções
Nabil defende que o patrimônio cultural da cidade vai além das edificações. Bares, cafés e restaurantes também são espaços fundamentais na construção da vida urbana — lugares de encontro, criação e memória coletiva.
Em 2025, como vereador, acompanhou o processo de tombamento do Bar Balcão junto ao Conpresp, destacando a importância de reconhecer não apenas os elementos materiais, mas também a dimensão imaterial desses espaços.
Instrumentos como a ZEPEC-APC (Zona Especial de Preservação Cultural – Área de Proteção Cultural), criada no Plano Diretor de 2014 relatado por Nabil, reforçam essa perspectiva ao proteger a memória e a identidade cultural da cidade.
Sobre o Bar Balcão
O Bar Balcão, no Jardim Paulista, é um exemplo de patrimônio vivo. Há mais de 30 anos, reúne artistas, arquitetos e frequentadores que ajudaram a construir sua identidade.
O espaço abriga obras como Wallpaper with Blue Floor, de Roy Lichtenstein, e Com o Coração Olhando para a Lua, de Jô Soares, além de um balcão icônico desenhado por Nando Millan e Paulo Fecarotta, com marcenaria de Zeca Cury.